O Ibovespa B3 encerrou esta segunda-feira (9) em alta de 0,86%, aos 180.915,36 pontos, após um pregão marcado por forte volatilidade. A bolsa brasileira chegou a acompanhar o pessimismo das bolsas asiáticas, que fecharam em queda diante do aumento das tensões no Oriente Médio, mas recuperou fôlego ao longo da sessão.

O principal fator que movimentou os mercados foi o petróleo, que chegou a ultrapassar US$ 120 por barril durante o dia. Posteriormente, a commodity recuou e passou a ser negociada próxima de US$ 100, reduzindo parte da pressão sobre os mercados globais.

A escalada da commodity ocorre em meio ao agravamento do conflito na região e à nomeação de Mojtaba Khamenei como sucessor de Ali Khamenei, líder supremo do Irã, sinalizando continuidade da linha dura no comando do país.

Segundo Alison Correia, analista de investimentos e cofundador da Dom Investimentos, a guerra começa a afetar diretamente a infraestrutura energética.

“A guerra começa a afetar diretamente refinarias e áreas de produção de petróleo. Isso reduz a oferta global e pressiona os preços para cima. Além disso, o Estreito de Ormuz permanece totalmente fechado, e por ali passa mais de 20% da produção mundial de petróleo”, afirmou.

O clima de tensão começou a diminuir após declarações do G7, que indicou não haver necessidade imediata de usar reservas estratégicas de petróleo, e do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que “a guerra está praticamente concluída”.

Apesar do início negativo, o desempenho das empresas ligadas ao setor de petróleo ajudou a limitar as perdas da bolsa brasileira. Com o avanço das commodities e o alívio no cenário geopolítico ao longo do dia, os ativos de risco passaram a subir e o índice terminou o pregão no campo positivo.

Durante a sessão, o Ibovespa oscilou entre 177.636,63 pontos na mínima intradiária e 181.952,23 pontos na máxima do dia. O volume financeiro negociado na B3 foi de R$ 37,4 bilhões.

Dólar cai com fluxo para o Brasil

No mercado de câmbio, o dólar também teve um dia de volatilidade. A moeda norte-americana iniciou o pregão em alta, refletindo a busca global por segurança, mas perdeu força ao longo da sessão.

Com a entrada de recursos no país, especialmente direcionados a empresas do setor de petróleo, o dólar comercial encerrou o dia em queda de 1,52%, cotado a R$ 5,16.