A Petrobras registrou recorde de produção de petróleo, líquidos de gás natural (LGN) e gás natural no segundo trimestre de 2026. A produção própria média alcançou 3,34 milhões de barris de óleo equivalente por dia (MMboed), alta de 14,1% em relação ao mesmo período de 2025 e de 3,4% na comparação com o primeiro trimestre deste ano. O desempenho foi impulsionado pelo aumento da eficiência operacional, pela entrada em operação da plataforma P-79 e pelo avanço da produção em novas unidades do pré-sal.

A produção no Brasil somou 3,308 milhões de barris de óleo equivalente por dia, enquanto a produção total operada atingiu novo recorde de 4,866 milhões de barris de óleo equivalente por dia. A produção própria no pré-sal chegou a 2,78 milhões de barris de óleo equivalente por dia, também recorde para a companhia.

Segundo o relatório, a produção de óleo no pré-sal atingiu 2,299 milhões de barris por dia, crescimento de 5% em relação ao trimestre anterior. O resultado reflete principalmente a maior eficiência operacional, o avanço da produção dos FPSOs Maria Quitéria, Alexandre de Gusmão e P-78, além do início da operação do FPSO P-79, no campo de Búzios. Durante o trimestre, a estatal colocou em operação dez novos poços produtores, sendo seis na Bacia de Santos e quatro na Bacia de Campos.

A plataforma P-79 iniciou a produção em 1º de maio, três meses antes da previsão do Plano de Negócios 2026-2030. Com capacidade para produzir 180 mil barris de petróleo por dia e comprimir 7,2 milhões de metros cúbicos de gás diariamente, a unidade elevou a capacidade instalada do campo de Búzios para cerca de 1,33 milhão de barris por dia.

O campo de Búzios também alcançou novos recordes de produção. Em 23 de junho, as plataformas produziram, em média, 1,1 milhão de barris por dia e, três dias depois, superaram 1,2 milhão de barris diários. Em junho, o campo ultrapassou pela primeira vez a média mensal de 1 milhão de barris por dia. Já o FPSO Almirante Tamandaré registrou produção média mensal recorde de 253 mil barris por dia, consolidando-se como a plataforma de maior produção do Brasil.

No segmento de refino, transporte e comercialização, a Petrobras registrou recorde histórico do fator de utilização das refinarias, que alcançou 101,2%, superando a marca de 101,1% registrada em 2014. Em abril e maio, o índice chegou a 102,5%, o maior resultado mensal do atual parque de refino da companhia.

A produção de derivados totalizou 1,918 milhão de barris por dia, alta de 5,6% em relação ao primeiro trimestre e de 10,9% na comparação anual. A estatal registrou recordes trimestrais na produção de diesel S10, que atingiu 509 mil barris por dia, e de querosene de aviação (QAV), com 109 mil barris diários. O maior aproveitamento das refinarias também reduziu as importações de derivados para 67 mil barris por dia, o menor volume trimestral registrado pela companhia.

As vendas de derivados no mercado interno permaneceram praticamente estáveis, em 1,742 milhão de barris por dia. Houve crescimento nas vendas de diesel, que alcançaram 742 mil barris diários, e de gás liquefeito de petróleo (GLP), com 223 mil barris por dia, enquanto gasolina e querosene de aviação apresentaram retração frente ao trimestre anterior.

Na área de gás natural, as vendas e o consumo interno totalizaram 45 milhões de metros cúbicos por dia, redução de 2,2% em relação ao trimestre anterior. A Petrobras informou ainda que implantou um mecanismo de bandas de preço atrelado ao Brent para reduzir os efeitos da volatilidade internacional sobre os contratos de gás natural.

O relatório também destaca avanços em iniciativas voltadas à transição energética. Entre elas estão testes bem-sucedidos para produção de combustível sustentável de aviação (SAF), ampliação do uso de matérias-primas renováveis na produção de diesel e a aprovação do investimento para construção de uma planta com capacidade de produzir 15 mil barris por dia de combustíveis renováveis, com início previsto para 2030.