O Vinci Shopping Centers FII (VISC11) encerrou julho de 2026 com resultado de R$ 24,08 milhões, equivalente a R$ 0,84 por cota, e manteve a distribuição de rendimentos no mesmo valor. Para os próximos meses, a gestão estima pagamentos entre R$ 0,84 e R$ 0,90 por cota até dezembro.

As remessas provenientes dos shoppings somaram R$ 32,1 milhões no mês, ou R$ 1,11 por cota. Depois da distribuição, o VISC11 terminou julho com R$ 25,59 milhões em resultado acumulado não distribuído, correspondentes a R$ 0,89 por cota.

Além desse montante, o Shopping Paralela FII, integralmente detido pelo VISC11, possui R$ 10 milhões em resultado acumulado não distribuído, equivalentes a R$ 0,35 por cota do VISC11. Considerados os dois valores, a reserva acumulada chega a R$ 35,59 milhões, ou R$ 1,23 por cota. Segundo o relatório, esse resultado poderá ser utilizado em distribuições futuras.

Venda de nove participações pode gerar R$ 346 milhões em caixa

Outro destaque do mês foi a assinatura de um memorando de entendimentos (MoU) para uma potencial venda de participações em nove shopping centers por aproximadamente R$ 573 milhões. Segundo a gestão, o preço é 10% superior aos respectivos laudos de avaliação.

Caso seja concluída, a operação poderá gerar aproximadamente R$ 346 milhões em caixa líquido para o VISC11 e um ganho de capital líquido estimado em R$ 1,21 por cota. Os ativos envolvidos representam cerca de 11% do NOI do fundo — indicador que mede o resultado operacional dos imóveis.

A negociação envolve participações no Prudenshopping, Shopping Granja Vianna, Boulevard Shopping Rio, Center Shopping Rio, Natal Shopping, Shopping Crystal, Shopping Tacaruna, Via Sul Shopping e West Shopping.

A operação, porém, ainda não está concluída. O portfólio definitivo e o valor final dependerão do montante captado pelo fundo comprador. A transação também está condicionada à captação mínima, à constituição desse fundo e ao cumprimento das demais condições previstas no memorando.

VISC11 amplia participação no Midway Mall

Em julho, o VISC11 também aumentou sua exposição ao Midway Mall. O fundo converteu a posição que mantinha como credor de um Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) em participação no shopping. Após uma reorganização societária, a fatia do VISC11 no empreendimento passou de 0,95% para 12,43%.

Como parte da operação, o fundo assumiu obrigações futuras de R$ 99,8 milhões com o vendedor, divididas em quatro parcelas anuais de aproximadamente R$ 25 milhões, com vencimentos entre dezembro de 2026 e dezembro de 2029. Os valores serão corrigidos pelo IPCA acumulado desde 17 de dezembro de 2025.

No primeiro semestre de 2026, o Midway Mall registrou crescimento de 13% no NOI Caixa em relação ao mesmo período de 2025, segundo informação gerencial e não auditada apresentada no relatório.

Vendas dos shoppings avançam 12,5%

Os indicadores operacionais do portfólio, referentes a junho, também apresentaram crescimento. O NOI Caixa por metro quadrado atingiu R$ 108, avanço de 11,8% na comparação anual. O NOI total chegou a R$ 33,6 milhões no mês, alta de 22,1%.

As vendas dos shoppings alcançaram R$ 469,3 milhões, crescimento de 22,9% sobre o mesmo período do ano anterior. Por metro quadrado, as vendas ficaram em R$ 1.512, alta de 12,5%.

As vendas nas mesmas lojas cresceram 2,1%, enquanto os aluguéis das mesmas lojas avançaram 3,3%. A inadimplência líquida ficou em 2,2%, os descontos em 1,8% e a taxa de ocupação encerrou junho em 94%.

Fundo tem R$ 1,17 bilhão em obrigações

O VISC11 terminou julho com patrimônio líquido de aproximadamente R$ 3,3 bilhões, enquanto as participações em shopping centers totalizavam R$ 4,3 bilhões. As aplicações financeiras somavam R$ 152 milhões.

Ao mesmo tempo, o fundo possuía R$ 1,17 bilhão em obrigações relacionadas a aquisições anteriores, incluindo compromissos ligados ao Shopping Paralela FII, BH Shopping e Midway Mall. Descontadas as aplicações financeiras, as obrigações líquidas eram de aproximadamente R$ 1,02 bilhão.

Para 2026, a projeção de pagamentos de principal de obrigações e investimentos é de aproximadamente R$ 143,3 milhões. A gestão afirma que busca ampliar a liquidez por meio da venda de ativos e de uma nova emissão de cotas, sem descartar a possibilidade de alavancagem.

Na B3, o VISC11 encerrou julho cotado a R$ 104,05 por cota. A queda de 0,7% no preço, combinada com os rendimentos distribuídos, resultou em retorno positivo de 0,1% no mês. O fundo terminou o período com 346.986 cotistas e valor de mercado próximo de R$ 3 bilhões.

Para os próximos meses, além do andamento das operações envolvendo o portfólio, o principal ponto para os cotistas será a distribuição de rendimentos. A estimativa divulgada pela gestão permanece entre R$ 0,84 e R$ 0,90 por cota até dezembro de 2026, sem que a projeção represente garantia de rentabilidade futura.