A Intelbras (INTB3) encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 158,3 milhões, alta de 16,1% em relação ao mesmo período do ano passado. O EBITDA somou R$ 168,9 milhões, avanço de 9,4% na mesma base de comparação, enquanto a receita líquida recuou 7,8%, para R$ 1,149 bilhão.

Segundo a companhia, o desempenho foi sustentado pela expansão das margens. A margem bruta aumentou 3,8 pontos percentuais, para 33,1%, e a margem EBITDA avançou 2,3 pontos percentuais, para 14,7%. A margem líquida ficou em 13,8%, crescimento de 2,8 pontos percentuais na comparação anual. O retorno sobre o capital investido (ROIC pré-impostos) alcançou 18,8%, alta de 5,2 pontos percentuais.

No acumulado do primeiro semestre, a receita líquida totalizou R$ 2,26 bilhões, crescimento de 4,2% em relação ao mesmo período de 2025, enquanto o EBITDA somou R$ 325,2 milhões, alta de 38,1%.

O segmento de Segurança, responsável por cerca de 60% da receita operacional líquida no trimestre, registrou faturamento de R$ 690,5 milhões, estável em relação ao primeiro trimestre, mas 11,4% inferior ao do segundo trimestre de 2025. A empresa atribuiu o resultado à forte base de comparação do ano anterior, após a normalização do sistema ERP, destacando que o crescimento de 5,8% no primeiro semestre permaneceu dentro do planejado. A companhia também informou que a margem foi favorecida por reajustes de preços baseados no custo de reposição e pela evolução mais lenta do custo médio dos estoques.

Na unidade de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), a receita alcançou R$ 283,5 milhões, alta de 7% na comparação anual e de 12,5% frente ao trimestre anterior. A Intelbras afirmou que o desempenho foi impulsionado principalmente pelo segmento de cabeamento estruturado, com menor exposição aos produtos GPON e continuidade dos investimentos em redes empresariais.

Já o segmento de Energia registrou receita de R$ 175,1 milhões, queda de 13,5% em relação ao segundo trimestre de 2025. A companhia informou que o resultado reflete o novo patamar do mercado de energia solar, enquanto produtos como nobreaks e carregadores veiculares ganharam participação no mix, contribuindo para uma margem bruta mais elevada.

A Intelbras encerrou junho com caixa de R$ 1,445 bilhão, ante R$ 1,303 bilhão no fim de março. Segundo a empresa, a geração operacional de caixa foi favorecida pela melhora contínua do capital de giro, especialmente no financiamento dos estoques, mesmo com amortizações previstas no período.

Os investimentos (capex) avançaram no trimestre, impulsionados pela aquisição de um terreno em Manaus e pelo início das obras na unidade, mantendo o foco da companhia na expansão e na sustentação operacional. Para os próximos meses, a Intelbras informou que pretende manter uma postura de prudência diante do cenário macroeconômico e global, preservando a disciplina comercial e priorizando a qualidade da receita e a proximidade com os clientes.