O Mercado Livre registrou forte expansão operacional e financeira no segundo trimestre de 2026, com crescimento das receitas, do volume de vendas na plataforma, dos pagamentos processados pelo Mercado Pago e da carteira de crédito. Os resultados refletem a continuidade da expansão da empresa na América Latina, com destaque para o desempenho do mercado brasileiro.
Entre abril e junho, o volume bruto de mercadorias (GMV) alcançou US$ 21,9 bilhões, alta de 44% em relação ao mesmo período de 2025. Em bases neutras de câmbio, o avanço foi de 36%. O número de itens vendidos cresceu 45%, para 795,4 milhões, enquanto a receita líquida e a receita financeira somadas atingiram US$ 10,2 bilhões, aumento anual de 50%. O lucro líquido foi de US$ 466 milhões, com margem de 4,6%, e o lucro operacional chegou a US$ 683 milhões, equivalente a margem de 6,7%.
No comércio eletrônico, a companhia encerrou o trimestre com 89,3 milhões de compradores únicos ativos, crescimento de 26% sobre um ano antes. Segundo a empresa, o Brasil foi o principal motor dessa expansão, beneficiado pela estratégia de redução do valor mínimo para frete grátis, que ampliou a frequência de compras na plataforma.
O avanço da logística também sustentou o crescimento. As entregas realizadas no mesmo dia ou no dia seguinte totalizaram 225 milhões, aumento de 38% em comparação com o segundo trimestre de 2025. Além disso, o número médio de itens adquiridos por comprador ativo subiu 14%, indicando maior engajamento dos consumidores.
Na divisão financeira, o Mercado Pago manteve a trajetória de expansão. A base de usuários ativos mensais atingiu 88 milhões, alta de 30% em um ano. Os ativos sob gestão chegaram a US$ 23,2 bilhões, crescimento de 68%, enquanto a carteira de crédito avançou 75%, alcançando US$ 16,4 bilhões.
O volume total de pagamentos (TPV) processado pela fintech somou US$ 101 bilhões, crescimento anual de 56%. A empresa destacou que o crescimento ocorreu em todos os mercados em que atua, impulsionado pela expansão dos serviços financeiros e dos meios de pagamento digitais.
Na operação de crédito, o Mercado Livre informou que a qualidade da carteira permaneceu estável. O índice de inadimplência entre 15 e 90 dias ficou em 7%, próximo dos menores níveis históricos, enquanto a margem financeira após perdas (NIMAL) atingiu 20,7%, beneficiada pela normalização das provisões na carteira de crédito ao consumidor no Brasil.