A Comissão de Assuntos Econômicos aprovou projeto que amplia a transparência sobre os impostos pagos pelos consumidores nas compras.
A proposta determina que a totalidade dos tributos — federais, estaduais e municipais — seja informada de forma clara nos documentos fiscais, substituindo o modelo atual, que permite apenas estimativas.
O texto, de autoria da senadora Jussara Lima e relatado por Eduardo Braga, segue agora para análise da Comissão de Fiscalização e Controle.
A medida ocorre em paralelo à implementação da reforma tributária e busca dar mais precisão à informação sobre a carga tributária incidente sobre produtos e serviços. Até 2033, o sistema permitirá identificar os impostos ao longo de toda a cadeia produtiva.
Pelo projeto, as notas fiscais deverão discriminar tributos como PIS, Cofins, ICMS, ISS, além dos novos impostos criados pela reforma, como IBS e CBS. Também entram na lista IPI, IOF, Imposto de Importação e Cide.
A proposta mantém tratamento diferenciado para microempreendedores individuais e empresas do Simples Nacional, com regras simplificadas de informação.
Para consumidores, a mudança tende a aumentar a clareza sobre o peso dos impostos no preço final. Para empresas, implica adaptação de sistemas e maior rigor na prestação de informações fiscais, em linha com a modernização do sistema tributário brasileiro.
Carlos Augusto
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