A inadimplência das famílias brasileiras avançou em agosto e atingiu 29,9%, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Em julho, o percentual era de 29,8%.
O percentual de famílias endividadas permaneceu em 82%, mesmo nível registrado em julho. Já a parcela que declarou não ter condições de pagar as dívidas em atraso aumentou de 12,3% para 12,5%, maior nível desde fevereiro. O tempo médio de atraso também subiu após três meses de queda, chegando a 65 dias.
Entre as famílias com contas atrasadas, 29,1% estavam nessa situação havia mais de 90 dias, maior percentual desde agosto do ano passado, quando o índice chegou a 29,2%. A parcela das famílias que compromete ao menos metade dos rendimentos com dívidas subiu para 19,2%.
Os dados mostram maior pressão sobre as famílias de menor renda. Entre aquelas com renda de até três salários mínimos, o endividamento passou de 84,9% em julho para 85,1% em agosto. A inadimplência nessa faixa avançou de 38,5% para 38,8%, enquanto 18,3% disseram não ter condições de quitar as dívidas atrasadas.
A Peic é realizada mensalmente pela CNC desde janeiro de 2010 e reúne dados coletados em todas as capitais dos estados e no Distrito Federal, com aproximadamente 18 mil consumidores.
Carlos Augusto
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