A AXIA Energia encerrou o segundo trimestre de 2026 com crescimento da receita, expansão do EBITDA e manutenção do lucro ajustado, impulsionada pelo melhor desempenho da comercialização de energia, avanço das participações societárias e redução das provisões. No período, a companhia também intensificou os investimentos em transmissão, concluiu operações de reorganização do portfólio e avançou na simplificação da estrutura societária.
A receita operacional líquida ajustada alcançou R$ 11,19 bilhões entre abril e junho, alta de 8,5% em relação ao mesmo período de 2025. O EBITDA ajustado somou R$ 6,31 bilhões, crescimento de 22,5%, enquanto o lucro líquido ajustado atingiu R$ 1,61 bilhão, avanço de 9,5% na comparação anual. O lucro líquido contábil foi de R$ 1,19 bilhão, revertendo o prejuízo de R$ 1,33 bilhão registrado um ano antes.
Segundo a companhia, o desempenho foi favorecido pelo aumento das vendas de energia, pela melhora do resultado das participações societárias e pelo menor volume de provisões. O EBITDA regulatório ajustado atingiu R$ 6,68 bilhões, alta de 21,5%, refletindo principalmente o crescimento da margem de contribuição da geração e a redução das provisões operacionais.
Os investimentos somaram R$ 3,12 bilhões no trimestre, crescimento de 52,6% sobre o segundo trimestre de 2025. No primeiro semestre, os aportes chegaram a R$ 4,47 bilhões, com destaque para projetos de expansão da transmissão, reforços e melhorias na rede elétrica. A companhia informou que mantém 288 empreendimentos de grande porte em implantação, que deverão adicionar cerca de R$ 2 bilhões em Receita Anual Permitida (RAP) entre 2026 e 2030, com investimento estimado de R$ 15,5 bilhões.
Durante o trimestre, a AXIA também concluiu importantes operações de gestão de portfólio. Entre elas estão a venda da participação de 49% em sociedades de transmissão para a GEBBRAS, a aquisição do controle integral da Juno Participações, passando a consolidar 100% da Usina Hidrelétrica Três Irmãos, e o descruzamento de participações com a ISA Energia, que resultou na consolidação integral da Interligação Elétrica Garanhuns e no recebimento líquido de R$ 1,167 bilhão pela companhia.
Na frente de expansão, a empresa também arrematou os lotes 8, 9 e 10 do Leilão de Transmissão nº 1/2026, projetos que deverão acrescentar R$ 50,8 milhões em RAP após a entrada em operação comercial e demandar investimentos estimados em R$ 668 milhões.
A companhia informou ainda que migrou para o Novo Mercado da B3 em junho, passando a negociar ações ordinárias sob o código AXIA3, em movimento voltado ao aumento da liquidez dos papéis e ao fortalecimento das práticas de governança corporativa.
Na área financeira, a dívida líquida ajustada encerrou junho em R$ 45,46 bilhões. Apesar do aumento em relação ao mesmo período do ano anterior, a empresa destacou a redução do custo médio da dívida e a continuidade da estratégia de alongamento do perfil dos financiamentos. O Conselho de Administração também aprovou até R$ 7,7 bilhões em capital alocável referente aos resultados do primeiro semestre, reforçando a política de disciplina financeira e de investimentos da companhia.