A LOG Commercial Properties (LOGG3) anunciou nesta quarta-feira (5) a assinatura de um memorando de entendimentos não vinculante para a venda do empreendimento logístico LOG Recife II ao TRX Real Estate Fundo de Investimento Imobiliário (FII), em uma operação avaliada em R$ 210 milhões. A conclusão da transação ainda depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do cumprimento das condições precedentes previstas para esse tipo de negócio.
Entregue no quarto trimestre de 2024, o LOG Recife II está localizado na Região Metropolitana do Recife e possui Área Bruta Locável (ABL) de 68.575 metros quadrados, dos quais 48.003 metros quadrados pertencem ao portfólio da LOG. O valor da venda equivale a R$ 4.375 por metro quadrado, patamar que, segundo a companhia, está alinhado ao valor patrimonial líquido (NAV) do ativo.
De acordo com a empresa, a operação deve gerar margem bruta de 41% e Taxa Interna de Retorno (TIR) de 26,1%, refletindo os ganhos obtidos desde a aquisição do terreno, desenvolvimento do empreendimento e sua monetização.
Mesmo após a venda, a LOG continuará responsável pela administração imobiliária do condomínio logístico. Segundo a companhia, a medida amplia a geração recorrente de receitas com serviços e está alinhada à estratégia de expansão do modelo asset-light, no qual a empresa reduz a necessidade de capital investido em ativos próprios e amplia receitas provenientes da gestão dos empreendimentos.
O pagamento da operação será realizado em três etapas. Na conclusão da venda, a LOG receberá 62% do valor total, sendo R$ 55 milhões em dinheiro e R$ 75 milhões em cotas do fundo comprador. Os 38% restantes serão pagos em duas parcelas iguais de 19%, ambas corrigidas pelo IPCA: a primeira até 30 de dezembro de 2026 e a segunda 14 meses após o fechamento da transação.
Com o anúncio, a companhia informou que o volume de ativos reciclados em 2026 alcança aproximadamente R$ 1,3 bilhão. Segundo a LOG, todas as operações realizadas neste ano ocorreram próximas ao valor patrimonial dos empreendimentos, reforçando sua estratégia de reciclagem de ativos como forma de geração de valor para os acionistas.