A Riachuelo encerrou o segundo trimestre de 2026 com resultados recordes para o período, impulsionados pelo crescimento das vendas, expansão das margens e evolução dos serviços financeiros. O lucro líquido alcançou R$ 167,9 milhões entre abril e junho, alta de 36,2% em relação ao mesmo período de 2025, enquanto o EBITDA consolidado avançou 12,7%, para R$ 460,6 milhões.
A receita líquida consolidada somou R$ 2,69 bilhões no trimestre, crescimento de 3,3% na comparação anual. No primeiro semestre, a companhia acumulou receita de R$ 5,01 bilhões, aumento de 4,9%, e lucro líquido de R$ 173 milhões, mais que o dobro do registrado no mesmo período do ano anterior.
O desempenho foi puxado principalmente pelo segmento de mercadorias. As vendas de vestuário em mesmas lojas (Same Store Sales – SSS) cresceram 7,8%, marcando o 12º trimestre consecutivo de expansão. A receita líquida de vestuário atingiu R$ 1,75 bilhão, alta de 8,9%, enquanto a margem bruta do segmento subiu para 59,2%, avanço de 1,9 ponto percentual e maior nível já registrado para um segundo trimestre.
Segundo a companhia, o resultado foi sustentado por ganhos de eficiência industrial, melhoria na precificação, menor necessidade de remarcações e maior participação de produtos de inverno no mix de vendas. O EBITDA da operação de mercadorias alcançou R$ 342 milhões, crescimento de 14,7%, com margem de 17%, a maior para um segundo trimestre nos últimos 11 anos.
Mesmo com a chegada tardia do inverno e o impacto da Copa do Mundo sobre o fluxo de consumidores nas lojas, a empresa informou que manteve a evolução comercial e registrou, pelo 13º trimestre consecutivo, desempenho superior ao mercado de vestuário medido pelo IBGE.
Na área de serviços financeiros, a receita líquida cresceu 6,5%, para R$ 684,2 milhões. O EBITDA do segmento atingiu R$ 118,6 milhões, avanço de 7,2%, refletindo, segundo a companhia, a expansão da carteira de crédito com disciplina na concessão e foco na qualidade dos ativos.
A carteira de crédito totalizou R$ 6,9 bilhões ao final de junho, crescimento de 12,4% em relação ao ano anterior. O destaque foi a carteira de empréstimos, que avançou 41,2%, enquanto a inadimplência de curto prazo permaneceu em patamares controlados, segundo a empresa.
A Riachuelo encerrou o trimestre com 444 lojas em operação. Para o segundo semestre, a companhia prevê novas unidades no conceito "Incrivelmente Brasil" e a continuidade das reformas da rede, estratégia voltada à modernização das lojas e ao fortalecimento da experiência de compra. A empresa também informou o encerramento das operações da marca FANLAB, concentrando investimentos nas principais frentes de crescimento do negócio.
No relatório, a varejista afirma que permanece confiante na estratégia baseada na integração entre indústria, varejo e serviços financeiros, apostando na expansão da marca, da operação digital e da eficiência operacional para sustentar o crescimento e a geração de resultados nos próximos trimestres.