O Banco Mercantil encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido recorrente recorde de R$ 275 milhões, alta de 13% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado representa o 15º trimestre consecutivo de crescimento do lucro, reforçando a trajetória de expansão da instituição financeira.

A carteira de crédito atingiu R$ 25 bilhões, avanço de 30% em 12 meses. O crédito consignado continua sendo o principal negócio do banco, com saldo de R$ 18,5 bilhões, crescimento anual de 47%. Segundo a instituição, 83% da carteira é composta por operações com garantias, estratégia voltada à redução dos riscos de inadimplência.

As receitas com prestação de serviços também avançaram de forma expressiva. No trimestre, somaram R$ 363 milhões, crescimento de 76% sobre igual período de 2025, impulsionadas principalmente pelos segmentos de seguros e assistências, direcionados ao público acima de 50 anos, foco da atuação comercial do banco.

Mesmo em um cenário de mudanças regulatórias e juros elevados, o Banco Mercantil informou que manteve uma postura mais seletiva na concessão de crédito. A instituição destacou que recalibrou políticas de crédito, reforçou a disciplina financeira e priorizou operações com melhor relação entre retorno e risco para preservar a rentabilidade no longo prazo.

A originação de crédito totalizou R$ 2,6 bilhões no trimestre, praticamente estável na comparação anual, com leve recuo de 1%. O crédito consignado permaneceu como a principal modalidade originada pelo banco, representando parcela predominante das novas operações, enquanto a participação das contratações digitais continuou aumentando.

Na qualidade da carteira, a inadimplência acima de 90 dias ficou em 3,1%, abaixo dos indicadores do sistema financeiro para pessoas físicas em recursos livres, segundo dados apresentados pelo banco. O índice de Basileia encerrou o trimestre em 17,2%, acima do mínimo regulatório, indicando manutenção de uma posição de capital considerada confortável pela instituição.

O banco também ampliou sua base de captação. O funding alcançou R$ 33,7 bilhões, alta de 30% em relação ao segundo trimestre de 2025, mantendo estrutura diversificada e predominância de recursos captados por canais próprios. A administração ainda destacou investimentos em inteligência artificial para acelerar processos de originação, prevenção a fraudes, atendimento e monitoramento das operações.