A Klabin encerrou o segundo trimestre de 2026 com receita líquida de R$ 5,151 bilhões e EBITDA ajustado de R$ 1,962 bilhão, equivalente a uma margem de 38%. Apesar da leve retração da receita em relação ao mesmo período do ano passado, a companhia manteve estabilidade operacional, reduziu sua alavancagem e voltou a registrar lucro líquido, que somou R$ 387 milhões no período.
O volume total de vendas atingiu 1,018 milhão de toneladas, praticamente estável na comparação anual, enquanto a produção de celulose e papéis alcançou 1,120 milhão de toneladas, avanço de 1% sobre o segundo trimestre de 2025. Segundo a empresa, o desempenho foi sustentado pelo avanço das máquinas MP27 e MP28, pela estratégia comercial voltada para mercados de maior rentabilidade e pelo controle de custos.
A receita líquida sofreu impacto da valorização do real frente ao dólar, que reduziu o valor das exportações, mesmo diante da recuperação dos preços internacionais da celulose. Ainda assim, a companhia afirmou que a diversificação de seu portfólio permitiu compensar parte desse efeito por meio da alocação estratégica de volumes entre diferentes produtos e mercados.
No segmento de celulose, as vendas totalizaram 386 mil toneladas, praticamente em linha com o mesmo período de 2025. A receita caiu 9%, para R$ 1,446 bilhão, pressionada pelo câmbio, enquanto o EBITDA do segmento recuou em razão do efeito cambial e do aumento dos custos de produção. Já o negócio de papéis registrou crescimento de 4% no volume comercializado, para 359 mil toneladas, mantendo receita próxima de R$ 1,7 bilhão. O segmento de embalagens vendeu 273 mil toneladas, com receita 3% superior à do segundo trimestre do ano anterior, impulsionada por reajustes de preços no papelão ondulado.
Na área florestal, a venda de madeira cresceu 82% na comparação anual, alcançando 987 mil toneladas. A receita do segmento avançou 76%, para R$ 145 milhões. Durante o trimestre, a Klabin também concluiu a venda de 701 hectares de áreas florestais por R$ 78 milhões, dentro de sua estratégia de monetização de ativos excedentes.
A dívida líquida encerrou junho em R$ 24,032 bilhões, redução de 14% em relação ao mesmo período de 2025. A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e EBITDA em dólares, caiu para 3,2 vezes, reforçando o processo de desalavancagem da companhia.
Durante o trimestre, a Klabin também anunciou um programa de recompra de até 31,25 milhões de units, iniciativa que, segundo a empresa, busca otimizar a estrutura de capital e ampliar a geração de valor aos acionistas.