A Copel encerrou o segundo trimestre de 2026 com crescimento dos principais indicadores financeiros, impulsionada pelo desempenho dos segmentos de distribuição, geração e transmissão de energia. A companhia registrou lucro líquido de R$ 1,047 bilhão entre abril e junho, alta de 82,6% em relação ao mesmo período do ano passado. O lucro líquido recorrente, que desconsidera efeitos extraordinários, somou R$ 645,1 milhões, avanço de 42,6% na mesma base de comparação.

O EBITDA recorrente alcançou R$ 1,613 bilhão no trimestre, crescimento de 20,8% frente ao segundo trimestre de 2025. Já o EBITDA total foi de R$ 1,994 bilhão, enquanto a margem EBITDA chegou a 28,8%. Segundo a companhia, o resultado reflete a evolução das sinergias operacionais, a disciplina na alocação de capital e a estratégia comercial adotada pela empresa.

Na distribuição de energia, o mercado faturado avançou 7,2%, impulsionado pelo aquecimento da atividade econômica na área de concessão, temperaturas mais elevadas no início do trimestre e expansão da base de consumidores. Esse desempenho contribuiu para o aumento de 34,5% do EBITDA recorrente da Copel Distribuição.

Na geração e transmissão, o EBITDA recorrente atingiu R$ 838,2 milhões, alta de 10,1%. O resultado foi favorecido pelo aumento da receita de transmissão, pela incorporação integral da Transmissora Mata de Santa Genebra (MSG) e pelo crescimento da receita proveniente de contratos bilaterais de venda de energia. Por outro lado, a companhia registrou impactos negativos decorrentes do maior índice de cortes de geração (curtailment) determinados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e pela redução dos resultados no mercado de curto prazo.

A receita operacional líquida recorrente totalizou R$ 5,961 bilhões no trimestre, crescimento de 10,4% sobre o mesmo período de 2025. O avanço foi sustentado pelo aumento das receitas de distribuição, transmissão, comercialização de energia e pelos ativos e passivos financeiros setoriais.

Os investimentos (Capex) somaram R$ 957,2 milhões no trimestre. Ao fim de junho, a dívida líquida ajustada alcançava R$ 19,651 bilhões, mantendo a alavancagem financeira em 2,9 vezes o EBITDA, nível considerado compatível com a estrutura de capital definida pela companhia.

A Copel também informou que distribuirá R$ 706 milhões em juros sobre capital próprio (JCP), equivalentes a R$ 0,2377 por ação, com pagamento previsto para 30 de setembro de 2026. Além disso, relembrou que realizou, em 30 de junho, o pagamento de R$ 1,35 bilhão em dividendos anunciados no fim de 2025.