Bancos concentram R$ 100,1 bilhões da perda; índice recua 5,9% entre 3 e 12 de agosto.

Foram sete pregões seguidos no vermelho e uma perda de R$ 279 bilhões em valor de mercado para as empresas listadas na B3. O levantamento, feito pela Elos Ayta, considera o período entre 3 e 12 de agosto.

Para ter uma dimensão do número, os R$ 279 bilhões equivalem a cerca de 90% do valor de mercado da Vale (VALE3), estimado em aproximadamente R$ 311 bilhões.

Nesse período, o Ibovespa caiu 5,9%, saindo de 178.000,24 pontos em 3 de agosto para 167.491,07 pontos no dia 12.

As maiores perdas ficaram concentradas nos bancos. As 18 instituições consideradas no levantamento perderam juntas R$ 100,1 bilhões em valor de mercado.

Depois aparecem as empresas de energia elétrica, com perda de R$ 37,4 bilhões, e o setor de exploração, refino e distribuição, com R$ 35,8 bilhões.

Seguradoras perderam R$ 15,3 bilhões. Cervejas e refrigerantes tiveram redução de R$ 14,2 bilhões, enquanto serviços médico-hospitalares perderam R$ 10,7 bilhões.

Somados, esses seis segmentos responderam por R$ 213,6 bilhões, ou 76,5% de toda a perda registrada no período.

Mas os R$ 279 bilhões não significam que esse dinheiro saiu diretamente da Bolsa. Segundo a Elos Ayta, o número representa a redução do valor das empresas provocada pela queda das ações.

O período também teve retirada de recursos por investidores estrangeiros. Os dados citados no levantamento apontam saída de R$ 7,2 bilhões da Bolsa em agosto até o dia 12.