O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) caiu 0,05% na primeira quadrissemana de agosto de 2026, após recuo de 0,08% na quarta quadrissemana de julho. Com o resultado, o indicador acumula alta de 2,87% no ano e de 4,27% nos últimos 12 meses, segundo dados da FGV IBRE.
O levantamento considera os preços coletados entre 8 de julho e 7 de agosto, comparados aos registrados entre 8 de junho e 7 de julho.
Das oito classes de despesas que compõem o IPC-S, quatro registraram aumento em suas taxas de variação. O principal movimento veio de Alimentação, que passou de queda de 0,87% no fim de julho para recuo de 0,52% na primeira leitura de agosto. Apesar de os preços do grupo continuarem em queda, a deflação perdeu força.
Também avançaram as taxas de Despesas Diversas, de -0,03% para 0,70%; Comunicação, de -0,06% para 0,05%; e Habitação, de 0,39% para 0,41%.
Na direção contrária, Educação, Leitura e Recreação desacelerou de 1,06% para 0,50%. Vestuário aprofundou a queda, de 1,22% para 1,49%, enquanto Transportes passou de -0,29% para -0,39%. Saúde e Cuidados Pessoais desacelerou de 0,22% para 0,13%.
Tomate e gasolina ajudam a conter índice
Entre os itens que exerceram as maiores influências negativas, o tomate caiu 28,79%, seguido pela batata-inglesa, com recuo de 23,98%, cenoura (-18,66%), perfume (-2,28%) e gasolina (-1,28%).
Do outro lado, as principais pressões positivas vieram de cigarros, com alta de 6,15%, e passagens aéreas, que subiram 5,08%. Também aparecem entre as maiores influências de alta a tarifa de eletricidade residencial (0,70%), condomínio residencial (1,01%) e plano e seguro de saúde (0,47%), conforme as tabelas da página 3 do levantamento.
A próxima apuração do IPC-S considerará os preços coletados até 15 de agosto e será divulgada em 17 de agosto de 2026.
Carlos Augusto
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