O mercado financeiro reduziu de 5,01% para 5% a projeção para a inflação oficial do Brasil em 2026. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) consta do Boletim Focus divulgado nesta terça-feira (8) pelo Banco Central (BC).

A projeção permanece acima do teto da meta de inflação. A meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, o que estabelece limite máximo de 4,5%. Para 2027, a previsão do IPCA passou de 4,28% para 4,29%.

Para a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 14% ao ano, a expectativa do mercado é de 13,75% no fim de 2026. Para 2027, a projeção é de 12%, enquanto para 2028 e 2029 as estimativas são de 10,5% e 10%, respectivamente.

A previsão para o crescimento da economia brasileira neste ano passou de 1,92% para 1,93%. Para 2027, a estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) permanece em 1,5%. O mercado projeta ainda crescimento de 1,96% em 2028 e de 2% em 2029.

Para o dólar, as instituições financeiras consultadas pelo Banco Central estimam cotação de R$ 5,20 no fim de 2026 e de R$ 5,30 no encerramento de 2027.