O mercado financeiro reduziu novamente a projeção para a inflação brasileira em 2026. Segundo as medianas das expectativas reunidas no Boletim Focus, do Banco Central, o IPCA esperado para este ano passou de 5,03% para 5,02%. Há quatro semanas, a estimativa estava em 5,16%.
A projeção para o crescimento da economia também foi revisada para baixo. A expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) passou de 1,99% para 1,98% em 2026.
Para 2027, a revisão foi mais acentuada. A estimativa de crescimento do PIB caiu de 1,57% na semana anterior para 1,52%, acumulando três semanas consecutivas de redução. Já a projeção de inflação permaneceu em 4,22%.
As expectativas foram atualizadas no levantamento com data de referência de 7 de agosto.
Mercado prevê Selic de 13,75% no fim de 2026
Após o Comitê de Política Monetária (Copom) reduzir a taxa básica de juros para 14% ao ano na semana passada, o mercado mantém a expectativa de que a Selic termine 2026 em 13,75% ao ano.
Para 2027, a projeção permanece em 12%, enquanto as estimativas para 2028 e 2029 são de 10,50% e 10%, respectivamente.
No câmbio, a expectativa para o dólar no encerramento de 2026 ficou estável em R$ 5,20. Para 2027, a mediana permanece em R$ 5,28 e, para 2028, em R$ 5,30. A projeção para 2029 recuou para R$ 5,37.
Para horizontes mais longos, o mercado espera inflação de 3,80% em 2028 e 3,50% em 2029, sem alterações em relação ao levantamento anterior.
Os números mostram uma combinação de redução gradual das expectativas de inflação com projeções mais fracas para a atividade econômica. Para 2026, entretanto, o IPCA esperado pelo mercado ainda permanece acima do limite superior da meta de inflação.
Carlos Augusto
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