Os preços ao consumidor apresentaram queda em cinco das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) na primeira quadrissemana de agosto de 2026. No resultado nacional, o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) recuou 0,05%, após queda de 0,08% na apuração anterior. Em 12 meses, o indicador acumula alta de 4,27%.
Apesar da queda de preços na maioria das cidades, três das sete capitais apresentaram aumento em suas taxas de variação na comparação com a última apuração: Salvador, Belo Horizonte e São Paulo.
A maior variação do IPC-S foi registrada em São Paulo, com alta de 0,32%. O resultado foi influenciado principalmente pela tarifa de eletricidade residencial, que avançou 7,28%.
Brasília também apresentou inflação, de 0,17%, ligeiramente abaixo dos 0,18% registrados na apuração anterior.
Na outra ponta, Porto Alegre teve a maior queda de preços, de 0,42%. Segundo a FGV, o resultado foi influenciado principalmente pela redução de 5% na tarifa de eletricidade residencial.
Recife apresentou deflação de 0,35%, seguido por Salvador (-0,28%), Rio de Janeiro (-0,25%) e Belo Horizonte (-0,04%). Os números constam da tabela regional apresentada na primeira página do levantamento.
A trajetória das últimas semanas mostra desaceleração do IPC-S nacional. O indicador havia registrado alta de 0,31% em 7 de julho, passou para 0,20% em 15 de julho e 0,07% em 22 de julho. No fim daquele mês, entrou no campo negativo, com queda de 0,08%, antes de marcar -0,05% na primeira leitura de agosto.
A apuração considera os preços coletados entre 8 de julho e 7 de agosto, comparados aos registrados entre 8 de junho e 7 de julho. A próxima divulgação dos resultados regionais do IPC-S está prevista para 18 de agosto.
Carlos Augusto
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